Palmas para Ellen Oléria

Comunidades acadêmica e artística de Brasília aplaudem a vencedora doprograma da Rede Globo, The Voice Brasil. O talento que o País começa a descobrir já é velho conhecido da Universidade
Taís Guerino – Da Secretaria de Comunicação da UnB

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Na tarde do último domingo, 16 de dezembro, o País conheceu a grande vencedora do programa da Rede Globo que revelou, ou melhor, reconheceu o talento musical de Ellen Oléria. Se apresentando na etapa final ao lado de outros sete cantores, a brasiliense recebeu 39% dos votos do público, além da premiação: R$ 500 mil, um carro, um contrato com uma gravadora e a oportunidade de cantar no Reveillon de Copacabana. Ellen conquistou, acima de tudo, a simpatia dos telespectadores que se emocionaram com seu carisma e interpretação cheia de personalidade.

A cantora – nascida e criada no Chaparral, região entre Taguatinga e Ceilândia – hoje com 30 anos, começou a trajetória artística no início da adolescência, por influência dos pais. Aos 16 anos, cantava em um coro de igreja evangélica, onde aprendeu a tocar instrumentos musicais. Intérprete e compositora, Ellen começou a ficar conhecida em Brasília depois de vencer, por duas vezes, o Prêmio Sesc de Música, em 2006 e 2007.

Na Universidade de Brasília (UnB), a artista se formou em Artes Cênicas, participou de montagens teatrais e de algumas edições do Festival Interno de Música Candanga da UnB (Finca) e foi premiada na principal categoria, em 2003 e 2006. Antes de entrar no The Voice, Ellen lançou o CD Peça e se apresentou em diferentes palcos – gravou com artistas como o rapper Gog, Emicida e Gérson King Combo e fez a abertura de shows de artistas como Chico César, Leci Brandão, Geraldo Azevedo e Paulinho Moska.

MERECEDORA – O encantamento despertado nos técnicos do programa global – Carlinhos Brown, Lulu Santos, Daniel e Claudia Leitte – não chegou a surpreender os brasilienses, pelo menos os mais antenados, aqueles que têm acompanhado a trajetória da cantora e compositora nos últimos anos. A amiga e ex-produtora de Ellen, Suelene Couto, falou sobre a admiração que a cantora recebeu de todos já na primeira audição. “Eu estava lá e acompanhei, já na primeira audição, toda a repercussão. Foi uma emoção muito forte; ela foi aceita, querida e admirada mesmo entre os concorrentes”, afirmou.

Para Suelene, Ellen tem um trabalho sólido, de consistência e de “pé no chão. Passou muitas noites em claro e fez muitos shows que até hoje está sem receber. Ela é batalhadora, sempre correu atrás e é merecedora de todos os frutos que está colhendo. Ela conseguiu a vitória e foi muito abençoada. Entrou não para competir, mas para mostrar o seu trabalho às pessoas. Ela vai longe”, resumiu.

Alunos e professores do Instituto de Artes (IdA), da UnB, também ressaltaram a torcida pela cantora e contaram como assistiram a grande final. “Além de parceira de teatro na Companhia dos Sonhos, a Ellen foi minha aluna e é uma querida amiga. Ela é espetacular em tudo, uma pessoa divina e que merece o que está vivendo. Ela encanta, quando canta e sem cantar também”, disse o diretor de teatro e professor Hugo Rodas. Segundo ele, cerca de vinte pessoas assistiram a grande final reunidos em grupo, na casa de uma amiga e capricharam nos votos e na torcida: “Quando a Ellen terminou de cantar, todos gritaram: já ganhou! Não tinha para mais ninguém”.

Outra que integrou a torcida foi a professora de Ellen na disciplina Corpo e Movimento, Márcia Duarte. “Todo mundo estava eufórico. A vitória de uma pessoa próxima da trajetória artística faz com que a vitória também seja nossa. As artes cênicas contribuíram dando suporte e lastro, mas ela está sendo reconhecida como cantora. Brasília tem tradição na música e vem ganhando visibilidade com outros intérpretes, inclusive formados aqui”, ressaltou. A aluna Fernanda Pimenta demonstrou favoritismo pela cantora: “Ela era superior ao nível do programa; fez tudo parecendo que era super fácil. Era o momento dela”.

FESTIVAIS – Formados  em Desenho Industrial, na UnB, os ex-alunos Henrique Eira e Teo Horta se mostraram surpresos. “Conhecemos a Ellen cantando no Finca, em 2006, e fomos no show de lançamento do CD dela, no Clube do Choro, em 2007. Ela canta muito”, disse Henrique. “Foi uma surpresa ver tanta qualidade representando Brasília. A cidade é conhecida por ter grandes bandas, especialmente de rock, e é legal que continue conquistando espaço no cenário musical brasileiro”, afirmou Teo.

A coordenadora de produção do Finca, Paloma Amorim, reforçou os atributos da cantora: “Ellen é uma artista completa; o domínio do que ela faz e a verdade que ela tem, tanto musical como pessoal, vão levá-la a lugares maiores”. Nãnan Matos é vocalista da banda Afrik du Brasil, que venceu a categoria Afro-latino na edição deste ano do festival e recebeu o prêmio de melhor intérprete. “Acho que a Ellen é o orgulho negro do cerrado. A carreira dela começou a ganhar destaque neste festival, que já conseguiu lançar muitos artistas. Além de nossa amiga, é uma companheira de luta, que serve de inspiração e incentivo. Estou muito feliz por ela”, afirmou.

Diretor do estúdio de gravação do Departamento de Música da UnB, Wladimir Barros ressaltou que a humildade de Ellen foi um ingrediente importante para sua vitória: “Ela é encantadora; muito talentosa e humilde. Conversa com todos de forma igual e simples e se transforma quando sobe no palco. Acho que o conjunto disso a levou à vitória. Ela persistiu, correu atrás, é batalhadora e mereceu. Eu assisti a todas as apresentações dela e fiz muita torcida”.

Para o aluno de música na UnB George Costa, a performance de Ellen Oléria no programa foi sensacional. “Assisti a primeira audição dela e desde então não ouvi ninguém que a superasse. Ela tem domínio de palco e presença, além de passar muita emoção e segurança quando canta. Acho que a vitória dela é também de Brasília, porque mostra que a nossa cidade vem ocupando cada vez mais seu lugar como grande pólo da música”, disse ele.

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MÚSICA – Com talento, determinação, carisma e voz poderosa, Ellen Oléria conquistou uma legião de fãs, inclusive entre os companheiros de ofício. Baixista da banda Móveis Coloniais de Acajú, Fábio Pedrosa disse admirar Ellen há muitos anos. “Em 2004, vivemos uma experiência interessante. O André, vocalista da banda, tinha anunciado que iria sair e fizemos vários testes com outras pessoas. Poucos sabem, mas a Ellen foi convidada a assumir os vocais da banda; ela circulava pelos circuitos da UnB e acho que, não por acaso, o destino fez com que o André ficasse conosco e que a Ellen chegasse aonde chegou. Ela é uma pessoa muito querida, talentosa e que, sem dúvidas, contou com a nossa torcida”, disse Fábio.

O músico revelou o que a banda fez pela cantora: “A Móveis passou as últimas semanas divulgando a Ellen nas redes sociais e convocando o público para votar nela. Eu mesmo assisti a final com amigos em um lugar com boa conexão para votar muito pela internet. Ela tem um potencial muito grande, uma voz incrível e está levando Brasília e quem ela é para o conhecimento maior das pessoas”.

Outro artista da cidade, Eduardo Rangel ressaltou a competência da cantora: “Ellen tem um talento indubitável. É um dos fenômenos que aparecem de quando em quando e desde o início arrebatou. Ela canta com voz, corpo, teatro e todos os sentidos que a música merece de interpretação. Brasília é um celeiro de grandes talentos e a Ellen é, sem dúvidas, um bom expoente”.

BRASÍLIA – O compositor Clodo Ferreira considerou a repercussão local e nacional que a cantora provocou como um dado relevante. “Ela tem muito talento e o papel que esta repercussão alcança ajuda a trazer o olhar para a cidade e chama a atenção para uma realidade que nós todos já sabemos, mas que agora o País começa a descobrir: Brasília é fonte de novos artistas de qualidade, sejam eles intérpretes, compositores ou instrumentistas”, defendeu.

A opinião de Clodo foi reforçada pelo percussionista Jorge Macarrão e pelo proprietário do restaurante Feitiço Mineiro, Jorge Ferreira: “Brasília sempre teve vocação forte para a música e está mostrando isso novamente. Esta visibilidade de expoentes, como a talentosa Ellen Oléria, é fruto de um longo trabalho da UnB, do Clube do Choro, do Feitiço, da Escola de Música de Brasília”.

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fotos: Débora Passos

fonte: UnB Agência

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=7453

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